Quintal dos Poetas
Oficina Literária

                                                                      editora independente
 

 

Comentários

 

27 de fevereiro de 2018

 

1) Quem era mesmo o tal de Bebianni? Nunca vi um assunto tão irrelevante ocupar tanto espaço e causar tanto fricote. Pobre presidente, ainda não lhe deram uma folga para que possa se assentar na cadeira e se concentrar no que realmente interessa: fim do crime organizado, reforma da previdência, fim da corrupção, fortalecimento do Estado, faxina no judiciário, Petrobrás, BNDS, Itamarati, moralização da cultura e dos costumes, etc, etc. Enfim, as boas políticas da direita, sempre úteis para consertar os desvarios da esquerda.

 

2) A imprensa precisa se acalmar e enfrentar seu ocaso com dignidade. É uma fatalidade que não deve ser debitada só ao corte de verbas do governo Bolsonaro, mas também a perda do seu papel provocada pela expansão das redes sociais. O jornalismo é uma função social em extinção. Amigos jornalistas, aceitem isso com serenidade e tentem se reinventar.

 

3) O grande problema da imprensa brasileira hoje não é só a desonestidade de fundo comercial que emana das suas diretorias libidinosas. Há também o despreparo técnico e a deficiência intelectual, fruto da decadência e da ideologização que tomou conta da formação acadêmica dos profissionais jornalistas. Há quem fale também de um certo desespero existencial prejudicando a competência, pois o jornalismo, como eu disse, já seria uma profissão em extinção.

 

4) O congresso brasileiro, especialmente o tal Centrão, não engoliu o fim da política do “toma lá dá cá”. Vai daí que a principal preocupação dos nossos parlamentares atualmente é achacar o presidente para forçá-lo a voltar ao mercado persa das barganhas imorais. As estratégias são manjadas e, geralmente infantis. Tipo; não atender convites do governo, convocar ministros para depor, vazar notas moleques para a imprensa, fazer manifestações carnavalescas no plenário e quitais.

 

5) Está claro que muitos partidos da chamada “esquerda” são contra a reforma da previdência porque questões, digamos, “genéticas”. Querem detonar o projeto do governo antes mesmo de debatê-lo. O pior é que eles não têm nada para colocar no lugar. É incrível que se disponham a esse papel irresponsável depois de ficarem 13 anos no poder e detonarem as contas públicas, especialmente as da previdência.

 

6) Já era esperado o “bate cabeça” dos parlamentares do partido do Bolsonaro. Na verdade aquilo não é um partido de fato e sua relação com o presidente tem muito de um contrato de locação. Muito gente se candidatou pela sigla por puro oportunismo se aproveitado do arraste  que Bolsonaro provocou numa disputa eleitoral pautada pela ânsia de mudança. Pacificar os interesseiros e dar uma identidade a sua base doméstica de sustentação é mais um grande desafio do governo.

 

7) Quanto mais o povo brasileiro repudia a venalidade e extravagância nababesca do nosso judiciário mais a turma da toga mostra arrogância e descaso, arrastado ameaçadoramente suas capas vampirescas à frente dos humildes e deserdados.  Formam uma espécie de poder imperial, verdadeira aberração fantasmagórica dentro do estado republicano brasileiro.

 

 

13 de fevereiro de 2019

 

Ao contrário do que acontece com a Vale na tragédia de Brumadinho, parece que predomina uma grande boa vontade das autoridades para minimizar as responsabiliidades no, igualmente trágico, episódio que matou os jovens atletas do Flamengo no Rio de Janeiro. Circulou até uma matéria na internet mostrando que na maioria dos centros de formação de atletas de base dos grandes clubes do Brasil, as condições são iguais ou até piores dos que as do Flamengo. A intenção da comparação é imoral e mentirosa pois há centros de preparação de jovens atletas em nosso país que são verdadeiros hoteis cinco estrelas.

 

 

05 de fevereiro de 2019

 

Parece que nosso STF perdeu totalmente o resquício de pudor que o levava a disfarçar sua militância política. A sordidez da opção se manifesta de forma particularmente clara na relação imoral que se estabeleceu  entre a nossa Suprema Corte e o Senado Federal. Por conta da espada de Dâmocles que paira sobre as cabeças de grande parte das Excelências das duas excelsas instituições democráticas, estabeleceu-se um jogo sujo que contamina os poderes do país e afoga o povo na lama das aflições: o Supremo engaveta os processos de corrupção contra os senadores e estes engavetam os pedidos de impecheament contra a turma da suprema toga. Mesmo diante dos salutares sopros de expectativas de mudanças é difícil enxergar luz no fim do tunel. Mas um Renan a menos melhora as esperanças.